Todos os meios de comunicação que formam a definida tecnologicamente velha mídia, para continuarem sendo participe do contexto de transformação social, que é ininterrupto. Passam por processo de readequação e aptidão para utilização das novas estruturas de transmissão de conteúdo e, assim fazer notar sua presença no desenvolvimento e evolução da chamada nova mídia, que é a internet, especificamente sites, blogs, redes sociais e seus aplicativos.
Conforme o livro A Informação No Rádio, de Gisela Swetlana Ortriwano, esse meio de comunicação no Brasil é inaugurado a sete de setembro de 1922, como parte das comemorações do centenário da independência, quando através de 80 receptores especialmente importados para ocasião, alguns componentes da sociedade carioca puderam ouvir em casa o discurso do presidente Epitácio Pessoa. Durante alguns dias, após o evento, foram transmitidas óperas diretamente do teatro municipal do Rio de Janeiro. Mas foram logo encerradas por falta de um projeto que lhes permitisse continuidade.
A autora ainda cita que, definitivamente podemos considerar 20 de abril de 1923 como a data de instalação da radiodifusão no Brasil. É quando começa a funcionar a Rádio Sociedade do Rio de janeiro, fundada por Roquette pinto e Henry Morize.
Os registros históricos apontam que a tecnologia pela segunda vez, é a causa de alterações na linguagem radiofônica. E que o advento da TV, último meio de comunicação a compor a velha mídia, foi responsável pelo primeiro momento de alterações e levantamento de debates quanto à sobrevivência do rádio como veículo de comunicação de massa, com viabilidade comercial.
Passado o primeiro período de inquietação, a radiofonia mundial, a partir de 1990, passa a viver um novo desafio com a chegada da internet. Em 1998, foram criadas, no Brasil, emissoras denominadas web rádios, com existência apenas na internet, acessadas por meio de uma URL (Uniform Resource Locator), não mais por uma freqüência sintonizada no dial de um aparelho receptor de ondas hertzianas.
Sendo assim então antes da migração definitiva da AM para FM, as emissoras descobrem essa nova forma transmitir suas programações, estamos convivendo com as Rádios Web’s. De fácil acesso e montagem rápida precisando apenas de um computador conectado a rede. Surge um “Nicho” da Comunicação. Que por enquanto está sendo explorado apenas com programas musicais. O exemplo que temos em Mato Grosso é a web rádio Atlanta, 15º lugar no ranking brasileiro dessa nova maneira de fazer rádio.
web radio atlanta na estatística
As ferramentas digitais contemporâneas estão cada vez mais fáceis de serem manuseadas, devido à acessibilidade proporcionada pelas reinvenções tecnológicas que são quase instantâneas e pelo tempo diário dedicado à navegação no mundo virtual. Que resulta na alfabetização digital em tempo recorde.
Recentemente a população brasileira, inclusive em todo Mato Grosso, promoveu um manifesto utilizando as redes sociais para as divulgações de eventos conclamando o povo as ruas para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ficou evidente o uso da internet para as publicações de vídeos, áudios e debates sobre o assunto.
Discutir política é uma realidade bem presente no cotidiano dos Mato-grossenses. Em Cuiabá as emissoras de rádios convencionais por décadas lideram discussões sobre política, devido interatividade instantânea (telefone e atualmente pelas redes sociais), por ser canal de denúncia direta e pela flexibilidade na programação.
Por tudo isso, visualizamos que é viável desenvolver e estruturar uma web rádio com programação voltada também para política, indo assim além dos conteúdos de entretenimento. Afinal o contexto histórico do rádio brasileiro, aponta que o seu surgimento se concretizou devido aos interesses políticos da época.
